


"Ser poeta é ser mais alto...."
E então e eu que nem sou poeta nem sou alta e já tenho direito a cópias das minhas humildes letritas?
Sim é verdade caríssimos leitores.. enquanto eu e muitos de vós andamos com todo o trabalho de escrever as vossas letrinhas, existe maltinha que acha muito mais interessante copiar sem sequer pedir permissão!
Não achei mesmo nada positivo...
Ou então até é positivo.. será que escrevo assim tão bem?
Ok pronto quando vierem do Rock in Rio digam alguma coisa .. se conseguirem claro :P

O barco navegava perdido
Numa noite enevoada
Viu-se ao longe terra.
Rumou naquela direcção.
Aproximou-se do que julgava
Ser Porto Seguro.
Seguiu-se um estrondo.
"- Rompeu-se casco a bombordo! "
Não encontrou nem
O cais nem a praia
Apenas a escarpa
O navio tinha embatido
Nas falésias negras
O mar reclamou as vidas dos marujos
Camaradas do Capitão Altivo
E boémio que ignorara
Todos os avisos, tantos eram
Os vinhos e os tesouros roubados
Sobreviveram três dos muitos
Navegantes que ali acostaram
Tragicamente naquela noite.
As delicadas sereias mal
Sentiram o reboliço no mar
Foram numa tentativa
De socorrer os náufragos,
Mas já pouco puderam fazer.
O primeiro e mais velho
Dos três sobreviventes
Do rude embate, acabou por
Sucumbir num redemoinho mortal.
O segundo mais jovem e audaz,
Ainda conseguiu resistir.
Mas ao ver as sereias afastou-as
Recusou auxílio
Àquelas criaturas que ele
Considerava maléficas.
Uma onda mais forte
Atirou-o para um destino
Idêntico ao do navio.
O mais jovem quando
Viu o sangue do camarada
Desesperou. Não podia crer
Que estaria vivo e sozinho
Sem aqueles que o acolheram
Quando tinha sido abandonado
Para morrer de fome e de frio.
Uma pequena sereia sentiu
O sabor da lágrima do jovem.
Aproximou-se mais dele querendo
Salvar do triste fado de
Todos os que estavam no navio.
És a mais bela criatura
Que vi nesta vida mas jamais
Poderei viver em terra sem ti, minha sereia
Prefiro afogar-me e morrer
Olhando nos teus olhos."
A sereia adormeceu-o delicadamente
Ao último suspiro do marinheiro
A menina do mar de tristeza morreu.

Sentiste o cheiro da terra molhada?
Sim tinha mesmo que chover...
Estava a ser bom demais o sol.
O carinho do vento morno nos corpos
Estirados ao sol ociosos.
Agora a ira nos céus
Os relâmpagos que os cruzam.
Mais uma recordação...
Perdida.
Não não vou mentir.
Ainda choro quando vejo
Aquela frase tão inspirada de amor.
A frase inspirada de um amor defunto.
O que foi feito das promessas
Que me fizeste?
Levou-as as chuvas de Maio.

Hoje vou roubar-te
A alma com um beijo
Vais morrer para este mundo!
Vou quebrar a tua
Armadura de angústia
Libertar a tua essência
O absinto da Alma vai vencer!
Nem vais sequer sentir.
Vais querer perder-te
Em mim e esquecer
Esquecer do monstro
Em que te querem tornar.


...Por vezes surge uma nova esperança...
A luz da estrela na noite escura.
A doce música ondulante
Misturada com a brisa morna.
E os pés na areia fria e fina
Dançam hipnotizados sem parar.
Aquela barca ruma lenta no escuro.
E eu vejo. Observo calada.
Eu sou a vigia.
A vigia da esperança,
Alta na minha Torre de Sonhos
Fria pelos invernos tempestuosos.
Mas magnífica e longe como esta
Pequena estrela. Esperança.


