Há muito, muito tempo...
Secretamente,
Pedia que o destino
Me surpreendesse.
O tempo passou...
E eu, já só peço
Ao destino,
Que não me decepcione.. Mais!!
Aprende-se
Ao longo dessa estrada,
Muito tortuosa,
Que é a nossa vida..
.. que o mais difícil
Não é seguir em frente..
Só parece assim
Quando começamos a caminhar,
O que é complicado,
É nunca olhar para trás!
Nunca!
A stray alley cat..
No one to loved me..
Not even a perfect body
Just skin and cold..
Is anybody out there?
Please feed me!
Anything good,
Or any cruel&deadly poison
Just to finish me fast!!
Deliver me from this cold nights of torment... Fast!!!
Onde fui para te perder?
Porque destruo tudo e todos?
Porque matei quem me amava
E fiz nascer outro alguém
Frio e distante..
Onde está aquele que eu Amei tanto?
E porque é que me transformei..
Transfornei naquele pequeno e doce amor
Que no frio dizia:
Sentia-me terrivelmente só.
Tão só que doía.
Uma dor grande, que me dilacerava o coração.
Dor tal que me fazia chorar.
E chorava, nunca na vida me tinha sentido tão só...
A minha vida estava a perder todo o sentido. (...)
Estava a afundar-me.
Afundar-me... Não, pior que isso.
Estava a cair num abismo de solidão.
A cair assustadoramente depressa...
E foi nesta situação que desesperei.
Não encontrava nada ao que me agarrar, e continuava a cair.
Cada vez mais depressa.
Apesar de não ver o fundo, sabia que em breve me esmagaria contra ele.
E gritei...
E eu ouvi.
Ouvi esta doce e frágil alma.
Esta alma que desapareceu..
Que morreu.. ou que eu matei com o Punhal do Tempo,
Ou foi com o da Rotina?
Não sei..
Sei que estou perdida.
E que todos os gritos parecem mudos
De nunca serem ouvidos por ti...
Saudade não tem forma nem cor;
Não tem cheiro nem sabor.
Fala-se nela, mas não se vê;
só pensa nela quem acredita.
Ela é parte da ausência;
Ela é parte do amor;
Ela tem realidade,
Mas quem a tem sente dor,
Uma dor miudinha,
Que cresce no coração e que nunca vem sozinha…
Acompanha a solidão;
Quem a sente nunca esquece,
Nem nunca esquecerá,
O sentimento que não adormece,
Por alguém que não está!
(Rita Silva)
Abandonada
Neste silêncio
Cheio de mim e de ti
Duas almas surdas e mudas
Quase cegas sem humildade.
Aos poucos morro.
Só e débil.
Onde está a vida que vivi?
A luz que via,
O calor que sentia,
O riso que tinha?...
Não sei...
Tu sabes?
Ajuda-me!
Não ralhes!
Não sei onde procurar..
Daqui já nem vejo sol e lua
Tão menos as estrelas e o mar..
Dá-me a tua mão!
Só tu me podes valer!
.. mais ninguém...
Já não sou quem era mais
A hora é sincera
E eu sinto que me estou a agitar
Já não fico à espera
Já não fico à espera mais
De ver acender essa luz
Que me quer ofuscar
Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem me deslumbrar
Já vejo as limitações
Já vejo com os meus olhos
Já vejo sem me enganar
Perdi as ilusões (destruí as ilusões)
Já não sou quem era
Adaptação de António Variações
Porque realmente uma brisa gélida passou por mim,
Matou-me, gelou-me até à alma e não sei onde estou,
Para onde fui, quem agora sou.. mas Eu.. Eu não sou!
Minha Rosa Azul
Minha flor de esperança
Minha ilusão delirante
Meu sensual desengano
Leva-me ao Sonho,
Ao limite medonho
À negra noite distante
Ao calor do peito inconstante..
Pulsante.. mutante!
Caminho sozinha nesta noite fria.
Será que te posso esperar?
Sim quando voltar desta ausência,
Desta caminhada a que fui obrigada..
Dou comigo numa loucura qualquer,
Todos me gritam e eu nem os conheço!!
Quero paz.. quero que me tirem
Daqui deste lugar negro miserável.
Quero a minha noite quente e calma
Como só tu sabes que gosto,
Não quero mais berros, urros de raiva!
Quero o calor morno do teu corpo ..
Onde estás???

